Os miomas são tumores benignos, formados por células do útero que se multiplicam de forma inadequada. Eles variam quanto ao tamanho e a localização, sendo divididos em três grupos principais de acordo com sua projeção:

  • o mioma é subseroso quando seu crescimento projeta para parte externa do útero;
  • o mioma é intramural quando seu crescimento não projeta preferencialmente para alguma parte uterina;
  • o mioma é submucoso quando seu crescimento projeta para parte interna do útero.
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O mioma submucoso dado que localiza-se na cavidade uterina habitualmente leva a sintomas mais exuberantes como sangramentos mais volumosos e duradouros durante a menstruação, bem como cólicas menstruais e pode dificultar a implantação do embrião no útero. E, durante a gravidez o mioma também pode aumentar o risco de aborto, prematuridade, baixo peso de nascimento e até algumas deformidades se impedir o crescimento do bebê, porém, essas situações são bem mais raras.

Sintomas e riscos dos miomas

Os miomas podem ser assintomáticos ou pouco sintomáticos até levar à anemia e cólicas intensas e sua manifestação clínica está muito mais relacionada à sua localização do que ao seu tamanho. Os principais sintomas dos miomas incluem:

  • sangramento mais volumoso na menstruação;
  • cólicas intensas;
  • dor durante a relação sexual;
  • período menstrual prolongado;
  • fluxo menstrual mais intenso;
  • volume abdominal aumentado;
  • dificuldade para engravidar.

Tratamentos para os miomas

O tratamento mais adequado será definido conforme o tipo, o tamanho e a quantidade de miomas. A miomectomia é uma chance de removê-los sem a retirada do útero, podendo ser realizada também uma laparoscopia ou histeroscopia. Se o tumor estiver muito ampliado, pode ser feito um processo de embolização antes da operação, para reduzir seu tamanho.

A retirada é principalmente indicada quando os órgãos são pressionados, a fertilidade é afetada ou os sintomas são muito intensos, não sendo solucionados apenas com medicação. A histerectomia também pode ser recomendada, especialmente se o quadro for muito extenso e a paciente não quiser engravidar.

Dúvidas frequentes sobre miomas

Não. Os miomas são tumores benignos, formados por células do útero que se multiplicam de forma inadequada, sem relação com câncer.

A diferença está na localização: o subseroso cresce para a parte externa do útero, o intramural não tem projeção preferencial, e o submucoso cresce para dentro da cavidade uterina — sendo esse último o que costuma causar sintomas mais intensos, como sangramentos mais volumosos e duradouros.

Não necessariamente. Eles podem ser assintomáticos ou pouco sintomáticos, e a manifestação clínica está mais relacionada à localização do mioma do que ao seu tamanho.

Sim. Durante a gestação, o mioma pode aumentar o risco de aborto, prematuridade, baixo peso de nascimento e, em casos raros, algumas deformidades se impedir o crescimento do bebê.

A retirada é indicada principalmente quando os miomas pressionam outros órgãos, afetam a fertilidade ou causam sintomas intensos que não melhoram apenas com medicação.

Não. A miomectomia remove os miomas preservando o útero, podendo ser feita por laparoscopia ou histeroscopia. A histerectomia só costuma ser recomendada em casos mais extensos, especialmente quando a paciente não deseja engravidar.